Wednesday, May 21, 2014

CRAVO BEM TEMPERADO DE BACH: QUEM INFLUENCIOU QUEM?

Organizado por 
Dr. Gilberto Martins Borges Filho


Discografia  |  Disco 18 BACH E CHOPIN – OS PRELÚDIOS


SOUCE/LINK:

História da música e sua importância no pensamento humano - Capitulo V (Barroco)


(Johann Sebastian Bach)
Barroco
O termo "barroco" advém da palavra portuguesa homonima que significa "pérola imperfeita". Indica um raciocínio estranho, tortuoso, que confundia o falso com o verdadeiro.
O Barroco nasceu na Itália que, desde o Renascimento se tornara o maior pólo de atração de artistas em toda a Europa e o maior centro irradiador de influência. Nos dois terços finais do século XVI esteve em vigor uma derivação tardia do Renascimento, conhecida como Maneirismo, que também surgiu na Itália e se estendeu por toda Europa. O maneirismo era conhecido como arte dos cortesãos, uma arte extravagante e excêntrica.

A eclosão da Reforma Protestante foi outro evento dramático, pondo um fim à unidade do Cristianismo e à primazia do Papado romano, mas logo em seguida a Igreja Católica reorganizou suas forças lançando a Contra-Reforma, numa tentativa de refrear a evasão de fiéis para o lado Protestante e a perda de influência política da Igreja e, politicamente a Itália havia perdido muito prestígio e força, mas culturalmente continuava a ser a maior potência européia, com Roma liderando a transição do Maneirismo para o Barroco.

O Barroco foi um movimento de forte expressão no ocidente e se estendeu de 1600 a 1750, ano da morte J. S. Bach. Foi uma época de conflitos espirituais e religiosos, quando o homem se colocou em constante dualismo: Paganismo xCristianismo, e Espírito x Matéria.

A convocação do Concilio de Trento (1545-1563) levou ao fim a liberdade nas relações entre Igreja e arte, a teologia assumiu o controle e impôs restrições às excentricidades maneiristas em busca de uma recuperação do decoro, de uma maior compreensibilidade da arte pelo povo e de uma homogeneização do estilo, e desde então tudo devia ser submetido de antemão ao crivo dos censores, desde o tema, a forma de tratamento. A saída para uns foi se encaminhar para o puro esteticismo, para outros foi a aceitação simples do conflito entre a consciência individual do artista e as forças externas que demandam atitudes pré-estabelecidas, deixando a arte irresolvida.

Dentre todos os períodos da história da música, o mais tocante é o Barroco. A arte barroca representa os afetos e sentimentos humanos. No Barroco o homem busca alscultar as suas fraquezas e as aspirações da humanidade tentando compreende-las. Assim fazendo, imprime esses sentimentos na arte.

O Barroco pode ser entendido como a manifestação artística que desafiou as regras do Renascimento e assim foi definida por seus inúmeros críticos. As mudanças introduzidas pelo espírito barroco se originaram, pois, de um profundo respeito pelas conquistas das gerações anteriores, e de um desejo de superá-las com a criação de obras originais. Na arte Barroca predominam as emoções e não o racionalismo da arte renascentista e isso os artistas e arquitetos barrocos foram capazes de retratar, criando efeitos visuais e sonoros representivos do sobrenatural de uma forma incrivelmente realista.


Seu surgimento está intimamente ligado à Contra-Reforma, onde, a arte desempenhou um importante papel propagandístico. A orientação da Igreja agora era na direção de se produzir uma arte que pudesse cooptar a massa do povo, apelando para o sensacionalismo e uma emocionalidade intensa. Ainda que inspirado pelo movimento contra-reformista, o Barroco não se limitou ao mundo católico, afetando também áreas protestantes, a arte, aparti de agora era, em muitas ocasiões, feita sobre encomenda.

As práticas políticas correntes da época legitimava o uso da força para o controle dos súditos e pregava-se o pensamento maquiavélico de uma moral dupla e um pragmatismo frio e inescrupuloso na administração pública.


Na economia a principal mudança foi a formação de um sistema de mercado internacional através do desenvolvimento do sistema colonial nas Américas e Oriente, com a escravidão como uma das bases de seu funcionamento. O sistema bancário também foi aprimorado, as práticas de comércio se tornaram mais complexas e a importação de produtos coloniais, como o café, tabaco, arroz e açúcar, transformou hábitos culturais e a dieta. Junto com a afluência para a Europa de outros bens da colônia, incluindo grandes quantidades de ouro, prata e diamantes, o sucesso do sistema mercantil europeu enriqueceu o continente e afetou as relações sociais e políticas, originando novas regras de diplomacia e etiqueta, além de financiar um grande florescimento artístico.


Na música, nascem as óperas e consequentemente a maior ultilização de orquetras. A ópera nasceu na itália, no início do período Barroco, sempre patrocinada pela aristocracia italiana. Mais tarde, em 1637 torna-se entretenimento público com abertura de teatros em Veneza.


Equanto no Renascimento os intrumentos eram pouco valorizados e a música cantada era mais expressiva, no Barroco as músicas além de serem encomendadas, o instrumental passou a ser mais valorizado quanto a música vocal. Compositores passaram a escrever músicas específicas para intrumentos e, devido a maior ultilização dos mesmos, os primeiros luthiers surgem, sofisticando os instrumentos para uma melhor adequação as exigências das composições que vizaram muito o virtuosismo dos primeiros solista. O instrumento que mais adequa-se a esse período devido a sua rápida evolução foi o violino.

A grande inovação na pintura foi a ultilização do claro e o escuro, dando um toque de perfeição a obra, como se vê na pintura ao lado de Caravaggio. Essa junção de claro e escuro é um ponto de união entre a pintura e música, porque, no Renascimento a pintura imitava o clássico grego, e na música não se podia retratar a música grega. Agora as manifestações artísticas do Barroco retratam a procura de conciliação entre forças contrárias como: o Bem e Mal, Deus e Diabo, Céu e Terra, Pureza e Pecado, Alegria e Tristeza, Espírito e Carne, com isso, o Barroco traz de volta a antiguidade cássica na música. Técnicamente os composiores usavam tom maior para claro e tom menor para o escuro.

Nesse período tudo foi exessivo, o absolutismo reinava, a vida era luxuosa, estravagante e teatral. Foi a época da afetação, as pessoas viviam e constante repersentação. Enquanto no Renascimento as qualidades de moderação, economia formal, austeridade, equilíbrio e harmonia eram as mais buscadas, o tratamento barroco de temas idênticos mostrava maior dinamismo, contrastes mais fortes, maior dramaticidade, exuberância, realismo e uma tendência ao decorativo, além de manifestar uma tensão entre o gosto pela materialidade opulenta
. 
A maior guerra deste período foi a Guerra dos Trinta Anos (1618-1648), que envolveu a Espanha, França, Suécia, Dinamarca, Países Baixos, Alemanha, Áustria, Polônia, Império Otomano e Sacro Império. De incício desencadeada pela disputa entre católicos e protestantes, logo repercutiu para o campo secular em questões dinásticas e nacionalistas. Na conclusão do confronto, a Paz de Vestfália determinou uma reorganização ampla na geografia política continental, favorecendo o fortalecimento de Estados absolutistas, enfraquecendo outros, mas reconhecendo a impossibilidade da reunificação do Cristianismo, que foi deslocado como força política pelas realidades práticas da política secular.

O controle absolutista do rei Luiz XIV, por exemplo, inclusive na arte, que ordenou a construção do opulento Palácio de Versalhes, o mais versátil e majestoso palácio da história ocidental, e das primeiras academias de abrangência nacional para as várias modalidades da arte e ciências, das quais uma das mais notáveis e influentes foi a Academia Real de Pintura e Escultura, Academia de Música e Dança, com isso, a França, graças a ele, possuía um poder norteador das artes.




Ele se banhava de grandes cerimônias e em muitos momentos de sua vida. Sempre estava rodeado de músicos e dançarinos, inclusive ele mesmo era um grande bailarino.

Nesta mesma época a burguesia começou a se afirmar como uma classe economicantente influente, e com isso passou a se educar e abrir um novo mercado consumidor de arte, tendo preferências estéticas distintas da realeza.

Na cultura da época, o autoconhecimento desejado desde os tempos de Sócrates, agora se revestia de um caráter tático, racional e utilitarista. Acreditava-se que apartir do autoconhecimento e do autodomínio, se acreditava que se conheceria o íntimo de todos os homens, e dominar-se-ia a natureza e o ambiente social com mais facilidade, um processo que ficou explícito por exemplo nas obras dos poetas Corneille e Gracián, dizendo que o homem era um microcosmo, e ao dominar-se se tornava mestre do mundo. Esse autoconhecimento possibilitava ainda que se fizessem previsões sobre tendências e comportamentos futuros, individuais e coletivos, aproveitando oportunidades e evitando desgraças. Nesse sentido, a cultura barroca foi essencialmente pragmática e regulada pela prudência.

Ainda que a religião tenha preservado uma grande ascendência sobre as pessoas, ela começou a declinar diante do crescente racionalismo e pragmatismo promovidos pela ciência e pela nova realidade política, desafiando antigas crenças fundamente enraizadas. Foi a época da chamada revolução científica. A principal questão da época era a proposta por Michel de Montaigne: "O que eu conheço?", ou seja, estava aberta a dúvida sobre a natureza do conhecimento e suas relações com a fé, a razão, a autoridade, a metafísica, ética, política, economia e ciência natural. A atitude de questionamento foi a marca da obra de grandes cientistas e filósofos da época, como Descartes, Pascal e Hobbes, cujas obras lançaram as bases de um novo método de pesquisa e de um novo modo de pensar, centrado no racionalismo e expandido para todos os domínios do entendimento e da percepção, repercutindo profundamente na maneira como o homem via o mundo e a si mesmo.

O Barroco foi o período em que se estruturaram as academias de arte e se fundou o método de ensino rigorosamente normatizado e categorizado conhecido como academismo. Pierre Bourdieu afirmou que a criação do sistema acadêmico significou a formulação de uma teoria em que a arte era uma encarnação dos princípios da Beleza, da Verdade e do Bem. A ênfase no virtuosismo técnico e na referência aos modelos da Antiguidade clássica, que ligavam a Arte à Ética, expressavam uma visão, primeiro, de uma ordem social concebida em fundamentos morais e, segundo, do artista como um pedagogo, um erudito e um humanista. As academias, que a partir do fim do século XVII se multiplicaram pela Europa e Américas, foram importantes para a elevação do status profissional dos artistas, afastando-os dos artesãos, aproximando-os dos intelectuais.

Enquanto a filosofia humanista mostrava o homem como um animal elevado perante os outros, colocando-o no centro de tudo, do período Renascentista, o Racionalismo predominou o período Barroco.

Racionalismo é a corrente central no pensamento mais liberal que procura estabelecer e propor caminhos para alcançar determinados fins e, este se usa de uma ou mais proposições para extrair conclusões de algo, assim sendo ou é verdadeira, falsa ou provável a resposta. É o mesmo contraste existente nas artes, o claro e escuro. O racionalista busca entender, como Descartes propõe, que tudo que existe tem uma causa, e devemos estuda-la de varias maneiras e somente triar conclusões se tivesse a certeza de nada omitir.

Explica Arnold Hause que a arte racionalista Barroca procurava criar uma impressão de ilimitado, imensurável, infinito, dinâmico, subjetivo e inapreensível. O objetivo do artista, que agora é tido como intelectual, era refletir uma visão de mundo em perpétuo movimento e mudança. O recurso favorito dos artistas barrocos para a criação de um espaço dinâmico e profundo foi o emprego de primeiros planos magnificados com objetos aparentemente bem ao alcance do observador, justapostos a outros em dimensões reduzidas num plano de fundo muito recuado. Na pintura e na música as composições ganham uma união de profundidade e horizontalidade. O Compositor trabalhava coordenando os elementos díspares na direção de um efeito final de conjunto unificado e refletindo a busca por princípios compositivos mais eficientes.

Ciavolella & Coleman escrevem no Culture and authority in the baroque, que o Barroco estava longe de expressar uma rebelião anárquica contra a tradição e as imposições da igreja. As tensões manifestas na arte barroca foram tentativas de conciliar a humanidade com o mundo transcendental.


Em torno do ano 1600 se apresentaram obras que constituem verdadeiros marcos de passagem. Essa mudança pode ser notada pelas novas composições que introduzira na música e nos instrumentos afinações temperadas e formas concertantes, o uso da dissonância como recurso expressivo.

A linguagem musical, foi de grande importância para o desenvolvimento da doutrina dos afetos, que propões recursos técnicos específicos e padronizados usados na composição, assim fazendo, podia-se despertar emoções no espectador igualmente específicas e comuns a todos. Apesar de formulada no Barroco, idéias similares já eram encontradas na Grécia Antiga. Os primeiros músicos florentinos que deram origem a essa doutrina acreditavam, de acordo com suas interpretações de idéias derivadas dos pensamentos de Platão, que a música procura estabelecer relações exatas entre palavra e música. Para eles uma idéia musical não era somente uma representação de um afeto, mas sua verdadeira materialização.


A música, por ser uma linguagem que sensibiliza quem a escuta, até o ponto de hipnotizar, neste período se mostra sintetizada, nas suas várias formas, o enigma em que o homem vivia, entre o bem e o mal, o ser ou o não ser, dominar ou não. O homem, além de ganhar uma horizontalidade no pensamento, ganha profundidade graças a arte. A beleza das composições é tão encantadora que mostra ao homem, o quanto estamos unidos com uma divindade ainda desconhecida. A música, de um modo mais abrangente, é um instrumento de reflexão, influenciando de forma marcante o pensamento racional do homem. Ela nos mostra que existem dois lados da mesma história e que o homem pensa e existe num mundo que possui um plano de trabalho dominado pelo horizonte das aspirações e na profundidade do ser, entrelaçando essas duas forças contrárias e lapidando-as conforme se quer, como a arte expôs nesse período, o resultante é a qualidade da obra
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História da música barroca
Principais compositores
Claudio Monteverdi
http://www.youtube.com/watch?v=jb2TURdBeEQ
http://www.youtube.com/watch?v=pffAb3JuXjY&feature=related

O primeiro a compor só músicas intrumentais Arcangelo Corelli
http://www.youtube.com/watch?v=giTvHcJwpfY
http://www.youtube.com/watch?v=ugjvGZYSw-g&feature=fvsr

Antonio Vivaldi
http://www.youtube.com/watch?v=1GZ58APMHgM&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=wS_Uh4fXi8g&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=watQ28Fx2Mg&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=4RgjGMPpOGI&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=QxqfxDWgxQE&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=IT8JmxmTs1s&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=h3aw31PPKXU&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=kBRRInJT1Hk&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=a8ucxir13vM&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=ypBRrZt1Lqg&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=Pk5Btxyc5AE&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=KSym9LjkB4w&feature=related

A magnífica obra As Quatro Estações de Vivaldi

Domenico Scarlatti
http://www.youtube.com/watch?v=rqBbxJJ8g5A&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=ypJ3ypF6I_E&feature=related

Georg Friedrich Händel
http://www.youtube.com/watch?v=-TGKJ9MgCOQ
http://www.youtube.com/watch?v=gZz5fO2e1Cc&feature=related

Jean-Baptiste Lully
http://www.youtube.com/watch?v=P1ngcsx1Drs
http://www.youtube.com/watch?v=9QY0MmqygmY&feature=related

Johann Sebastian Bach
O grande destino histórico de Bach foi oferecer à Humanidade uma versão musical do cristianismo. Bach transformou a mensagem de Jesus Cristo em som. Verdadeiramente, poderíamos chamá-lo de o Quinto Evangelista.Jesus Cristo era sua paixão espiritual.
Bach, como um demiurgo, tirou a sua música de si mesmo. O seu poder de criação era tal que se poderia afirmar - nele se instalava o fiat divino para poder ampliar os limites do universo.
A música de J.S. Bach é a vida em plenitude. É o anseio de infinita beleza. Para ele a música era a linguagem absoluta. Ele sentiu e criou sua música como religião universalizada."
". . . Com a aproximação da velhice, a vista de Bach começa a falhar.
Visitava Leipzig o Dr. Taylor, cirurgião inglês, especialista em oftalmologia. Aconselha Bach a submeter-se a uma operação que lhe melhoraria a visão. Mas o resultado é negativo, e o pouco que enxergava apaga-se totalmente. Magdalena descreve-nos numa triste página este episódio.
'Oh! Meu Deus, ainda sinto a angústia desse momento! Todavia, quando chegou a hora de lhe revelar o efeito da operação e a sua total cegueira, Sebastian demonstrou extraordinária paciência. Longe de permanecer tão calma como ele, eu chorava ao lado do seu leito. Meu marido pôs a mão na minha cabeça e disse-me: 'Devemos ficar contentes por sofrer um pouco; isso nos aproxima de Nosso Senhor, que tanto sofreu por nós'. Pediu-me depois para ler um livro de Tauler, célebre pregador, o segundo sermão de Epifania, em que havia uma passagem de que se lembrava, e a qual desejava ouvir para consolação dos ouvidos da sua alma, já que não a podia ler para a alegria dos seus olhos. 'Se os olhos da minha cabeça me são arrebatados, é porque Deus, Nosso Senhor e Pai celeste, assim o quis por toda a eternidade, e se eles agora me são tirados, e se me torno cego e surdo, é porque assim quis Nosso Pai e Senhor. Não devo então abrir meus olhos e meus ouvidos e agradecer a Deus, que a Sua santa vontade seja cumprida em mim? Por que hei de ficar triste por isso? Assim, perder a vista, a audição, os amigos, a fortuna e tudo aquilo que Deus nos deu de partilha; tudo deve servir para nos preparar e ajudar na espera da verdadeira paz'. Foi, pois, bruscamente", termina Magdalena, "que tive consciência de que a maior esperança de meu marido era morrer."
Esses meses que antecedem a morte são de agonia para Magdalena, mas em sua abnegação, redobra seu afeto, seu carinho para com o marido. Muitas vezes põe-se ao cravo tocando e cantando para iluminar o mundo das trevas em que o amado marido está mergulhado - trevas do corpo, porque há clarões de alegria nos olhos da alma de Bach, por ver tão próxima a sua libertação da prisão da Terra para o paraíso do céu, a que desde a adolescência sempre aspirou.
Entre o apagar da sua vida e a sua morte, ainda pôde conceber uma obra genial: a Arte da Fuga. Sentando-se ao cravo, vai dedilhando as notas, as teclas que tão bem estavam impressas na sua memória, e toca pela primeira vez a Arte da Fuga, que Magdalena vai passando para o pentagrama.
Bach morre numa terça feira, a 28 de julho de 1750, às oito horas e um quarto da noite."
Extraído do livro BACH sua vida e o cravo bem temperado, de José da Silva Martins









 


Thursday, August 22, 2013

God Calls Gideon (WORD OF THE HOLY BIBLE)/[Aparição do Anjo de Iahweh a Gedeão (PALAVRA DA BIBLIA SAGRADA)


 
 
WORD OF THE HOLY BIBLE

God Calls Gideon



 Gideon (part one of three)

Judges 6


Gideon was the fifth judge of Israel. He played a small but important role in the history of God's people. Gideon lived during a time when Israel had forsaken God and had worshipped idols. The nation had abandoned its true source of national strength and the source of its blessings much like our own nation has done today. God had withdrawn his blessings and protection, and the nation had suffered. As voices began to call upon God for deliverance, God used Gideon to answer the need. Gideon was a reluctant leader who was finally convinced of the power of God. He ultimately led the children of Israel in victory over their enemies, the Midianites. We find the account of this part of Israel's history in Judges chapters 6-8.

The Call Of Gideon
During this particular time, it was the Midianites who oppressed Israel. This oppression took the form of organized bands raiding Israel and burning homes and planted fields and killing the animals. Many of the people of Israel took to hiding in caves and strongholds in the mountains. As one might guess, they were hungry due to the loss of their crops and livestock (Judges 6:1-10).

The problems had begun when the children of Israel "did evil in the sight of the Lord" (vs. 1). As things grew worse and worse, many in Israel cried out to the Lord. A prophet was sent to the people with God's message. The three part message reminded Israel that God had "delivered you" in the past and secondly they were told, "Do not fear the gods of the Amorites." Thirdly, they were told the reason for their suffering as God spoke through the prophet saying, "You have not obeyed my voice." (vss. 8-10).

Then, the Angel of the Lord appeared to Gideon at Ophrah while Gideon was threshing his wheat (vss. 11-27). Gideon is referred to as a "valiant warrior" (vss. 11-12). But this valiant warrior had a question for the Lord. Gideon's question was why had things gone so badly if God was with them (vs. 13). The Lord promised to be with Gideon and that he would defeat the Midianites (vss. 14, 16). Like many of the people God chose to work for Him, Gideon wondered "Why me?" He said his father's house was the least in the whole tribe of Manasseh and he was the youngest in the house.

Gideon asked for a sign. As instructed, Gideon prepared a meal and brought it to the Lord. The Lord touched the meat with His staff, and it was consumed with fire. (vss 19-24).

Following this, Gideon was commanded to tear down the altar of Baal and build one to God (vss. 25-27). He destroyed the altar of Baal, but many of the people, still not ready to renounce idolatry altogether, were angry and demanded Gideon's life. Gideon's father, Joash, said, "If he (Baal) is a god, let him plead for himself, because his altar has been torn down" (vs. 33). Gideon was called Jerubbaal by the people after that (which means "let Baal contend against him").

The Midianites and the Amalekites assembled at Jezreel for war and Gideon called for help from neighboring tribes. (vss. 28-35). Gideon, being exceedingly cautious, requested two additional signs from God: "If you will save Israel by my hand..." (Judges 6:36-40). The first sign: dew on fleece, ground around it dry in the morning. The second sign: dew on ground, fleece dry. Yes, God was with Gideon and Gideon was ready to do whatever the Lord asked of him.

Confidence Builder
Even "the least" in the kingdom of God are of use to the Father. By faith, Gideon, the "least one in his father's house" became a valiant warrior with God. (Judges 6:15). Gideon is mentioned in the New Testament as being one who by faith "... became mighty in war, put foreign armies to flight" (Hebrews 11:32, 34). Though the "weapons of our warfare" are spiritual, and not carnal, the same principle holds true. We will win the battle by faith. That is our confidence and strength.

We need to understand that the strength comes from God by faith. Paul said, "I can do all things through Him who strengthens me." (Philippians 4:13). Paul made the point that every member of the church has important roles to fulfill which contribute to the overall success of the body (Ephesians 4:15-16; 1 Corinthians 12:14-26).

Also, when we face the "impossible", we need to remember: "With people it is impossible, but not with God; for all things are possible with God." (Mark 10:27).

God Blesses the Faithful and Obedient
God blesses those who obey Him, but withholds the blessing for those who sin. This is true for individuals as well as nations. There are several reasons that this is so.

First, with God one is aware of eternal and wonderful blessings which faith brings. This is true even in the evil day. We recall Paul and Silas singing praises to God from an inner prison (Acts 16:25). Nothing in which we suffer loss here will take away our eternal blessings!

Second, we are assured of salvation if we obey the Lord. "And having been made perfect, He became to all those who obey Him the source of eternal salvation..." (Hebrews 5:9). The source of our salvation is the Lord Creator of the universe! It is the same one about which that the Book of Hebrews begins by saying, "You, Lord, in the beginning laid the foundation of the earth, and the heavens are the works of your hands" (Hebrews 1:10).

Thirdly, For those who use the blessings, whether time, material or talents, to serve Him He promises to bless by providing more and greater opportunities; "And God is able to make all grace abound to you, so that always having all sufficiency in everything, you may have an abundance for every good deed; as it is written, 'He scattered abroad, He gave to the poor, His righteousness endures forever.' Now He who supplies seed to the sower and bread for food will supply and multiply your seed for sowing and increase the harvest of your righteousness; you will be enriched in everything for all liberality, which through us is producing thanksgiving to God." (2 Corinthians 9:8-11).

False Gods Are Worthless
Idolatry is a bankrupt system of belief. False gods can do nothing. Jehovah is God, Baal is a god. There is a big difference!

The same is true of false religion systems and humanistic philosophies and occultist practices. Jeremiah cautioned, "Do not fear them, for they can do no harm, nor can they do any good." (JER 10:1-5). In the New Testament, we read, "See to it that no one takes you captive through philosophy and empty deception, according to the tradition of men, according to the elementary principles of the world, rather than according to Christ. For in Him all the fullness of Deity dwells in bodily form, and in Him you have been made complete, and He is the head over all rule and authority..." Colossians 2:8-10). Let us serve the Lord with joy! Let the God of Gideon also be our God!

 


By Jon W. Quinn
From Expository Files 14.5; May 2007

PALAVRA DA BIBLIA SAGRADA
Aparição do Anjo de Iahweh a Gedeão"


Após fazer aquisição da bíblia de Jerusalém que será enviada para minha genitora Maria José Correia Borges o Padre leu o trecho abaixo Aparição do Anjo de Iahweh a Gedeão”  ela foi abençoada pelo Padre na Sala de Bênçãos na Igreja de São Judas Tadeu em São Paulo.

 

Juízes 6 pag. 358 da Bíblia de Jerusalém

 

Aparição do Anjo de Iahweh a Gedeão— 11 O Anjo de Iahweh veio e assentou-se debaixo do terebinto de Efra, que pertencia a Joás de Abiezer. Gedeão, seu filho, estava malhando o trigo no lagar, para salvá-lo dos madianitas, 12 e o Anjo de Iahweh lhe apareceu e lhe disse: “Iahweh esteja contigo, valente guerreiro!” 13 Gedeão lhe respondeu: “Ai, meu Senhor! Se Iahweh está conosco, donde vem tudo quanto nos tem acontecido? Onde estão todas aquelas maravilhas que os nossos pais nos contam dizendo: ‘Não nos fez Iahweh subir do Egito?’ E agora Iahweh nos abandonou e nos deixou cair sob o poder de Madiã...” 14 Então Iahweh se voltou para ele e lhe disse: “Vai com a força que te anima, e salvarás a Israel das mãos de Madiã. Não sou eu quem te envia?” — 15 “Ai, meu Senhor!” respondeu Gedeão, “como posso salvar a Israel? O meu clã é o mais pobre em Manassés, e eu sou o último na casa de meu pai.” 16 Iahweh lhe respondeu: “Eu estarei contigo e tu vencerás Madiã como se ele fosse um só homem.” 17 E Gedeão lhe disse: “Se encontrei graça aos teus olhos, dá-me um sinal de que és tu quem me fala. 18 Não te afastes daqui, rogo-te, até que eu volte e traga a minha oferenda e a deposite diante de ti.” Ele respondeu: “Esperarei até que voltes.” 19 Gedeão saiu, preparou um cabrito e, com um almude de farinha, fez pães sem fermento. Pôs a carne num cesto e o caldo numa vasilha, e trouxe-os para debaixo do terebinto. Quando se aproximava, 20 o Anjo de Iahweh lhe disse: “Toma a carne e os pães sem fermento e coloca-os sobre esta pedra e derrama o caldo sobre eles.” E Gedeão assim fez. 21 Então o Anjo de Iahweh estendeu a ponta do cajado que tinha na mão e tocou a carne e os pães sem fermento. O fogo se ergueu da pedra e devorou a carne e os pães sem fermento, e o Anjo de Iahweh desapareceu dos seus olhos. 22 Então viu Gedeão que era o Anjo de Iahweh, e exclamou: “Ah! meu Senhor Iahweh! Eu vi o Anjo de Iahweh face a face!” 23 Iahweh lhe disse: “A paz esteja contigo! Não temas, não morrerás.” 24 Gedeão ergueu ali um altar a Iahweh e o chamou: Iahweh é Paz. Esse altar está ainda hoje em Efra de Abiezer.”

 

 

Thursday, February 14, 2013

A João Maciel Silva: “Nosso profundo respeito e agradecimento”.


A João Maciel Silva:

Nosso profundo respeito e agradecimento”.

 

Gilberto Martins Borges Filho

em nome dos Internautas deste Brasil.

 

 
 
 
 

 

Neste DIA 14/02 Eterno para Nosso Mundo ao seu Nascer e quando de um Renascer para uma Outra Vida (11/02), ao deixar este nosso convívio, que geralmente é percebido em nossa cultura como um pesar, uma falta, citamos um trecho muito expressivo do escritor argentino Fecundo Cabral, que afirma:  
 
Além disso, a vida não te tira coisas: liberta-te de coisas, alivia-te para que possas voar mais alto, para que alcances a plenitude.
Do útero ao túmulo, vivemos numa escola; por isso, o que chamas de problemas são apenas lições. Não perdeste coisa alguma: aquele que morre apenas está adiantado em relação a nós, porque todos vamos na mesma direção. E não esqueças, que o melhor dele, o amor, continua vivo em teu coração. Não existe a morte, apenas a mudança. E do outro lado te esperam pessoas maravilhosas: Gandhi, o Arcanjo Miguel, Santo Agostinho, Madre Teresa, meu avô e minha avó, que acreditavam que a pobreza está mais próxima do amor, porque o dinheiro nos distrai com coisas demais, e nos machuca, porque nos torna desconfiados.
 
Por fim, sentimos o amor e os valores mais nobres que ele nos transmitiu, em termos de ações práticas no cuidar, educar seus filhos, seus netos e levar mais adiante, para seus amigos e discípulos, principalmente os mais próximos, as semelhantes  sábias mensagens de experiência de vida.
 
Enfim, resta-nos somente agradecer a este homem simples, mas de ações nobres que por aqui cumpriu muito bem seu papel.
Muito Obrigado,
Muito Obrigado,
Muito Obrigado de coração, João Maciel Silva.
 
Recife - Fortaleza - São Paulo - Belo Horizonte - Brasil,
14 de fevereiro de 2013.