Sunday, January 8, 2012

CONFIRAM 'Reflexões de um liquidificador' aposta no humor negro




'Reflexões de um liquidificador' aposta no humor negro
Dirigido por André Klotzel ('Marvada Carne'), filme traz Selton Mello dublando o aparelho doméstico
08 de agosto de 2010 | 13h 08
·       
·       
REUTERS
Em "Reflexões de um Liquidificador", comédia que estreia apenas em São Paulo na segunda-feira, o eletrodoméstico que está no título do filme reclama a certa altura da capacidade que tem de entender a tragédia das pessoas. Esta habilidade, aliás, é uma benção ou maldição que o afetou depois de uma manutenção. Selton Mello dubla o aparelho, com o cinismo um tanto doce que lhe é peculiar.
Como não podia deixar de ser, essa comédia de muito humor negro, no qual um dos protagonistas é um liquidificador falante, pede a suspensão dos laços com a realidade. Não é um filme realista, mas, claro, passa-se num mundo real onde licenças poéticas são necessárias para o andamento da história.
Dirigido por André Klotzel ("Marvada Carne", "Capitalismo Selvagem"), a partir de um roteiro de José Antonio de Souza, o filme tem como personagem central a dona de casa Elvira, interpretada pela ótima Ana Lúcia Torre. Ex-dona de bar, com o marido Onofre (Germano Haiut, de "O ano em que meus pais saíram de férias"), ela passa os dias na cozinha enquanto ele faz bico como segurança. Para ganhar um dinheirinho extra, ela também empalha bichos que ele vende numa feira.
Esta é a rotina do casal até o dia em que ela entra numa delegacia de polícia para dar queixa do desaparecimento do marido. O delegado (Zecarlos Machado) já vai avisando que, automaticamente, Elvira é a primeira suspeita. O investigador Fuinha (Aramis Trindade, de "Meu nome não é Johnny") começa a seguir a mulher. Em casa, seu único amigo é o liquidificador, que dialoga com ela ouvindo suas reclamações e aflições. A vizinha (a engraçada Fabiula Nascimento, de "Estômago") aparece de vez em quando para conversar.
Elvira nos faz lembrar da personagem inglesa Shirley Valentine, protagonista do filme e peça de teatro homônimos, de 1989. Aqui, no entanto, em vez de dialogar com as paredes, como a protagonista daquele filme, ela fala com o liquidificador, num diálogo absurdo mas encarado com naturalidade. Reside nesse fato, aliás, boa parte da graça da história. Assim como na afinada química entre Ana Lúcia e o equipamento que, mesmo sem vida, é o seu melhor amigo.
Klotzel não tem medo de ir além dos limites, sem nunca cair em escatologias ou baixarias, em prol de um humor bizarro, mas bastante divertido, construído em cima de diálogos e situações.
"Reflexões de um liquidificador" estreia num esquema diferenciado. Além entrar em cartaz numa segunda-feira, está apenas em uma sala (Espaço Unibanco 3 - Rua Augusta, 1475 - São Paulo), com preços variando entre R$ 2 e R$ 16, conforme o horário. Além disso, todas as sessões contarão com a exibição de um curta-metragem. E as duas últimas exibições de cada dia trarão um show de comédia de stand up. O diretor pretende levar o longa para outras cidades e planeja também um lançamento diferenciado para cada local.
(Por Alysson Oliveira, do Cineweb)
* As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb 

Monday, November 21, 2011

CONFIRAM "Palestra: O que a internet está fazendo com nossas mentes?"

SOURCE/LINK:

Uma palestra apresentada no Instituto de Matematica e Estatistica da USP em 18/10/2011 pelo prof Dr Valdemar Setzer, baseada no tema do livro "The Shallows: What the Internet Is Doing to Our Brains" de Nicholas Carr.



Carta na Escola
http://www.gravatar.com/avatar/52cc0962022dbfc52f002c6a23c9322b?default=http%3A%2F%2Fwww.cartacapital.com.br%2Fwp-content%2Fthemes%2Fcartacapital%2Fimg%2Favatar-neutro.jpg&size=45
Roberto Taddei
Geração Y
17.11.2011 12:53
O que a internet está fazendo com nossos cérebros

Carr: A tecnologia pode obstruir o aprendizado, a memória e talvez a empatia. Foto: John Todd/AFP
Quando Nicholas Carr escreveu The Shallows: What the internet is doing to our brains (A Geração Superficial: O que a internet está fazendo com o nosso cérebro), o iPad ainda era apenas uma boa promessa, o Google Wave aparecia como um provável sucesso e os e-books ainda não tinham decolado. Hoje, o Google aposentou o serviço, o iPad é sucesso no mundo todo e as vendas de e-books estouraram nos Estados Unidos. Nesta entrevista, Carr diz como os novos avanços tecnológicos e da internet continuam oferecendo riscos aos nossos cérebros.
Carta na Escola: A maneira como a web é organizada estimula um sistema de recompensas que sugere que somos explorados pelos sites em suas brigas por audiência e retorno comercial. Seria o caso de algum controle legal ou de regulação a respeito do que se pode fazer na rede? Precisamos de proteção? Isso não implicaria censura da liberdade de expressão?
Nicholas Carr: É difícil dizer o quanto de nossos hábitos online resultam de pressões comerciais e o quanto é um reflexo de nossas próprias escolhas. Em outras palavras, nós podemos estar escolhendo ser superficiais. Não estou seguro a respeito de o controle governamental ou das regulações na forma como usamos a rede ser algo aconselhável. Se quisermos mudar nossos hábitos, isso realmente depende de nós, como indivíduos e como sociedade.
CE: A invenção e a proliferação da escrita e da leitura não são uma história fácil, nem mesmo natural, como o senhor reforça. Seria justo imaginar que o futuro da leitura e da escrita será determinado apenas pela facilidade dos usuários na utilização de ferramentas tecnológicas? Não temos espaço para mais esforços cognitivos?
NC: Nossa tendência é usar tecnologias para facilitar nossa vida, não para dificultar e, com os computadores em rede, esse desejo por conveniência está tendo uma enorme influência sobre nossas vidas intelectuais, assim como em nas físicas. Acho que existem evidências de que essa tal facilidade pode obstruir nosso aprendizado e nossa memória, e talvez até mesmo nossa disposição para a empatia.
CE: Quando o senhor publicou seu livro, em 2010, os livros eletrônicos representavam apenas 35% do total das vendas da Amazon. Agora, esse número já ultrapassa o de vendas de obras impressas. Procuramos por mais narrativas longas, ao mesmo tempo que gostamos da experiência dos aparelhos eletrônicos?
NC: As primeiras versões de leitores digitais, como o Kindle original, faziam um bom trabalho na replicação da experiência de um livro impresso. Mas, como já estamos vendo nas versões recentes de aparelhos como o iPad e o Nook, mais e mais opções e funcionalidades estão sendo incorporadas – e, ao mesmo tempo, oferecendo mais distrações aos leitores. Acredito que, no longo prazo, livros digitais tendem a ser lidos de maneira mais superficial, mais distraída do que os livros impressos.

CE: Com a web 2.0, as redes sociais e as ferramentas de curadoria e seleção de conteúdos, parece que caminhamos para uma relação mais atuante na rede e que nos leva a escolher nossas leituras. No entanto, diminuímos a quantidade de conteúdos diferentes a que somos expostos. Corremos o risco de perder a dimensão da rede e de ficar presos em um mesmo grupo?
NC: Sim, acho que estamos vendo essa mudança para uma rede mais controlada, mais “personalizada”. Essa é uma tendência muito similar ao que vimos com outros meios de comunicação no passado, como o rádio, e parece ser o resultado da comercialização. Certamente, há o risco de que acabaremos sendo expostos apenas ao que nos é familiar e assim reforçaremos as nossas próprias idiossincrasias. Nós nos tornaríamos mais limitados, em vez de mais amplos em nossas perspectivas.

Monday, August 1, 2011

Confiram "Entrevista com o economista Sérgio Besserman" na Rede Brasil

SOURCE/LINK: http://tvbrasil.org.br/conexaorobertodavila/




Dom, 31/07 - 20h

Entrevista com o economista Sérgio Besserman

Ele fala de política e de estudos na área sócio-ambiental
O Conexão Roberto D’ Avila entrevista neste domingo (31), às 20h, o economista Sérgio Besserman, que relata fatos históricos importantes do segundo governo de Getúlio Vargas. O assunto parte de sua tese de mestrado, em que também ressaltou o papel de Tancredo Neves na história política do Brasil. O economista ainda fala sobre o irmão Bussunda, das projeções dos cientistas sobre as mudanças climáticas, a urgência de investimentos em fontes de energia alternativas e a busca por uma economia sustentável.
Um economista dedicado aos estudos nas áreas sócio-ambientais, Sérgio Besserman entrou para os quadros do BNDES em 1988. Foi diretor de
Sergio Besserman
planejamento e o primeiro diretor da área social do banco, após a sua criação em 97. Entre os anos de 1999 e 2003, presidiu o IBGE.
Sérgio esteve à frente do Censo de 2000 – fundamental para se traçar o perfil do Brasil na virada do século XXI. Ele comandou ainda um estudo aprofundado sobre as favelas do Rio de Janeiro, base de importantes análises sobre a favelização nas grandes cidades brasileiras.
Foi, ainda, presidente do Instituto Pereira Passos, órgão que fomenta políticas públicas nas áreas de urbanismo e memória da cidade do Rio de Janeiro.
Atualmente, Sérgio Besserman é professor do departamento de economia da PUC do Rio.

Thursday, March 17, 2011

NOSSO PRÓPRIO "FIREWALL" ESPIRITUAL

                            http://marcoscosta-marcoscosta.blogspot.com/2009/11/verifique-seu-firewall_24.html



O crescimento do uso de computadores e da Internet traz à língua cotidiana um vocabulário novo que consiste em palavras estrangeiras. Mouse, software, Internet, download, laptop e outros termos se tornaram parte da conversa diária de muitos brasileiros. Mais uma palavra introduzida à língua dos internautas é o termo firewall. No seu idioma original, um firewall é uma parede (wall) de barreira ao fogo (fire), como, por exemplo, a barreira de aço entre o motor de um carro e seus passageiros. Na informática, passou a representar a barreira eletrônica que protege um computador de ataques e invasões numa rede, como a Internet. Serve como um filtro, barrando a entrada de coisas indesejáveis.






Aplicando a mesma idéia num sentido espiritual, há diversos tipos de firewall. A Babilônia antiga ativou um firewall de ciência, filosofia e orgulho, e achou-se protegida, até do próprio Deus: “Não há quem me veja.... além de mim não há outra” (Isaías 47:10). Ela se enganou. Deus disse-lhe: “Porque sobre ti, de repente, virá tamanha desolação, como não imaginavas” (Isaías 47:11). Deus é onisciente e onipotente. Quem pensa diferente se engana.



  Um segundo tipo de barreira é a resistência de um coração teimoso, que não deixa o Senhor entrar para convertê-lo. Jesus disse: “Eis que estou à porta e bato” (Apocalipse 3:20). Ele quer entrar para cear e habitar em cada coração, mas ele não força ninguém a aceitá-lo (Mateus 13:13-16; 23:37; Atos 7:51; Hebreus 3:8).






 Mas existe um firewall espiritual que é bom e necessário para cada pessoa que quer a salvação e a comunhão com Deus. Esta barreira resiste ao diabo (Tiago 4:7) e guarda o coração e os pensamentos para manter-se incontaminado do mundo (Filipenses 4:7-8; Tiago 1:27).





Verifique seu firewall!






–por Dennis Allan

Tuesday, March 15, 2011

O PODER DO BANHO DE ERVAS - ALGO BEM SUSTENTÁVEL!!!

SOURCE/LINK: http://www.ivomaioli.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=32&Itemid=1


*Banho de Ervas


Autoria de Ivo Maioli

Todos nós temos ao redor do nosso corpo físico um campo eletromagnético, composto por corpos sutis, que se denomina aura.






As auras das pessoas e dos lugares funcionam como antenas que recebem e enviam mensagens entre si, que são decodificadas através da nossa intuição. Quando passamos por situações estranhas, energias desequilibradas se agregam à nossa aura e permanecem lá por muito tempo provocando doenças.






Quando tomamos um Banho de Ervas limpamos a nossa aura fazendo com que ela volte a funcionar normalmente e harmonizando os nossos chakras que são túneis por onde entram as energias no nosso corpo físico.






Cada planta tem carascteristicas próprias que integram com as nossas energias provocando as mudanças necessárias. As ervas podem limpar, energizar, melhorar nossa auto-estima, tirar nosso cansaço, etc..







Para fazer o banho, devemos olhar a relação de ervas e propriedades que segue abaixo e escolher aquelas que se adequam à nossa situação. Depois, pegue um punhado de cada erva e faça um chá com elas. Coe numa jarra e após tomar um banho normal, jogue o chá do ombro pra baixo. As ervas podem ser misturadas e o resultado será melhor se usado número ímpar de ervas.






O Sal grosso pode ser usado como banho de limpeza mas é preciso que se tome um banho de ervas logo após.








________________________________________



Relação de ervas e suas propriedades:






* Abre Caminho - novas forças


* Açúcar - aceitação


* Alho (palha) - proteção


* Alecrim - clareza mental


* Alpiste - prosperidade


* Arruda - proteção


* Anis Estrelado - aumenta a auto-estima


* Água-de-arroz - calmante


* Água-marinha (planta) - limpeza


* Alfazema - mudança


* Bulbo de cebolinha - tira o cansaço


* Comigo-ninguém-pode - defesa


* Camomila - limpeza (bactericida)


* Canela - limpeza, força e prosperidade


* Cravo da Índia - estimulante


* Crizântemo branco - calmante


* Crista-de-Galo (sementes) - calmante (hipertensão)


* Contas de Rosário - concentração


* Cenoura (folhas) - fraqueza


* Dente-de-Leão - tristeza e anti-tóxico


* Erva doce - boas energias


* Espada de São Jorge - proteção


* Folha de Pinheiro - limpeza


* Folhas de Pêssego - dissolve densidades acumuladas


* Folhas de Limão - corta energias negativas


* Folhas de Manga - prosperidade


* Folhas de Louro - prosperidade


* Fumo - proteção


* Flor de sabugueiro - calmante


* Guiné - proteção e força


* Girassol (sementes) - acelera as mudanças


* Guaraná - aumenta as energias


* Hortelã - aceitação


* Inhame - força e limpeza


* Levante - força, melhorar a auto-estima


* Losna - corta a negatividade (raivas)


* Macela - calmante (bom para insônia)


* Manjericão - equilíbrio, renova as células do organismo


* Pitanga (folhas) - melhora a circulação


* Rosas brancas - limpeza


* Rosas vermelhas - energia


* Sementes de tangerina - para dores na coluna


* Sálvia - rejuvenecimento


________________________________________












Thursday, February 24, 2011

INESQUECIVEL "Zequinha de Abreu interpretado por Jacques Klein e Ezequiel Moreira no Teatro Cultura Artística"

SOURCE/LINK: http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u182.jhtm





SOURCE/LINK: http://www.youtube.com/watch?v=NS467dFHI5A&playnext=1&list=PL398629E65A85EA8C

Compositor brasileiro


Zequinha de Abreu

19/09/1880 Santa Rita do Passa Quatro, São Paulo


22 /01/1935, São Paulo, SP






Da Página 3 - Pedagogia & Comunicação


Reprodução










O compositor de Tico-tico no Fubá manifestou aos 6 anos a vocação para a música






"Um tico-tico só/ O tico-tico lá/ Está comendo todo, todo, meu fubá/ Olha, seu Nicolau/ Que o fubá se vai/ Pego no meu Pica-pau e um tiro sai." Qual é o brasileiro que não conhece a composição "Tico-Tico no Fubá", de Zequinha de Abreu?






A música foi um dos maiores sucessos da década de 1940 e fez parte da trilha sonora de cinco filmes americanos: "Alô Amigos", "A Filha do Comandante", "Escola de Sereias", "Kansas City Kity" e "Copacabana", quando o choro, com letra de Eurico Barreiros, foi cantado por Carmen Miranda.






José Gomes de Abreu, o Zequinha, era o primeiro dos oito filhos do boticário José Alacrino Ramiro de Abreu e Justina Gomes Leitão. A mãe queria que ele fosse padre e o pai, que se formasse médico. Mas aos seis anos, ele já mostrava vocação musical, tirando melodias da flauta. Durante o curso primário organizou uma banda na escola, da qual era o regente. Com 10 anos, tocava requinta, flauta e clarineta na banda e ensaiava suas primeiras composições.






Zequinha de Abreu estudou em Santa Rita e no Colégio São Luís de Itu. Em 1894 foi para o Seminário Episcopal de São Paulo, onde apreendeu harmonia. Aos 17 anos voltou para sua cidade e fundou sua orquestra para se apresentar em saraus, bailes, aniversários, casamentos, serestas e em cinemas, acompanhando os filmes mudos. Nessa época, fez suas primeiras composições, como "Flor da Estrada" e "Bafo de Onça".






Aos 18 anos já estava casado com Durvalina Pires Brasil, de14. O casal viveu alguns meses no Distrito de Santa Cruz da Estrela, atual Jacerandi, próximo a Santa Rita. Cuidavam de uma farmácia e de uma classe de ensino primário. De volta à sua cidade, Zequinha coordenou o trabalho da orquestra com os cargos de secretário da Câmara Municipal e de escrevente da Coletoria Estadual. A exemplo de seu pai, também teve oito filhos, todos batizados com nomes começados com a letra D: Durval, Dermeval, Dinorah, Doríval, Diva, Dirce...






No final da década de 1910 compôs de improviso a valsa "Branca", em homenagem a Branca Barreto, filha do chefe da estação ferroviária de sua cidade. Tornou-se um clássico do repertório brasileiro de então.






Em 1917, durante um baile, apresentou um choro e ficou surpreso com a reação entusiasmada dos pares de dança. Batizou a música de "Tico-Tico no Farelo", mas, como já existia um choro com o mesmo nome na época (composto por Américo Jacomino), resolveu pôr "Tico-Tico no Fubá". Apesar da boa acolhida, o choro só seria gravado quatorze anos depois, pela Orquestra Colbaz, dirigida pelo maestro Gaó. Interpretada por dezenas de artistas, tornou-se um dos maiores sucessos da música brasileira no século 20, inclusive no exterior.






Zequinha mudou-se para a capital paulista em setembro de 1920, logo após o falecimento do pai. Em São Paulo, seu ritmo de trabalho aumentou. Ele se apresentava no Bar Viaduto, na Confeitaria Seleta, em clubes, cabarés, "dancings" e festas. Seu piano, conjuntos e músicas eram muito requisitados. Incansável, ainda dava aulas de piano e aproveitava para vender as partituras de suas músicas nas casas que freqüentava.






Trabalhava também na Casa Beethoven, atraindo fregueses e curiosos que passavam na Rua Direita. Mostrava no piano os últimos lançamentos musicais. Foi lá que conheceu Vicente Vitale, com quem iniciaria uma grande amizade e uma ligação importante. Os irmãos Vitale iniciavam uma editora musical que iria lançar vários de seus sucessos. Além disso, ofereceram a Zequinha um contrato de exclusividade, com a obrigação de entregar uma música nova a cada mês, em troca de um ordenado fixo.






Suas músicas foram gravadas inclusive por Lúcio Alves, que cantou "Pé de Elefante", "Rosa Desfolhada" (ambas em parceria com Dino Castelo). "Aurora" (com Salvador Morais) e "Amor Imortal" (com Braguinha).






Zequinha não possuía ambição e sempre ajudava os amigos necessitados. Falava pouco, mas sorria bastante. Na boemia, fazia-se acompanhar dos filhos Durval e Dermeval, improvisando ao piano canções durante horas, com a cervejinha do lado. "Escrevia música tão depressa como qualquer pessoa que sabia escrever ligeiro" - dizia Hermes Vieira, seu amigo e letrista, que usava o pseudônimo de Naro Demóstenes.






Dois anos antes de morrer, fundou a banda Zequinha de Abreu. Dezessete anos após sua morte, os cineastas Fernando de Barros e Adolfo Celi e a Companhia Vera Cruz homenagearam o compositor com o filme "Tico-Tico no Fubá" (1952) com Anselmo Duarte e Tônia Carrero nos principais papéis.